Compreender o fluxo dos ciclos de mercado é essencial para quem busca tomar decisões de investimento mais informadas e seguras. A seguir, exploramos cada etapa, seus determinantes e como reagir em cada momento.
Os ciclos de mercado são movimentos recorrentes nos mercados financeiros que alternam períodos de valorização e de queda dos preços. Esses padrões surgem a partir do comportamento coletivo de investidores e refletem fatores econômicos, políticos e psicológicos que afetam oferta e demanda.
Ciclos podem ocorrer em diversos ativos, como ações, imóveis e criptomoedas, e variam em duração e intensidade conforme o ambiente macroeconômico global.
Segundo a literatura especializada, um ciclo completo é formado por quatro fases bem definidas:
No âmbito macroeconômico, essas fases também são conhecidas como expansão, pico, contração e recuperação, aplicáveis a vários mercados simultaneamente.
O comportamento coletivo oscila entre euforia e pânico. Durante a alta, prevalece o sentimento de FOMO e confiança exacerbada, enquanto nas quedas surgem medo de perder oportunidades do mercado e reações impulsivas.
Modelos como a teoria de Wyckoff destacam como grandes players acumulam em fases de baixa e distribuem no pico, antecipando a reação de investidores de varejo.
Análises gráficas do IBOVESPA e do S&P 500 ilustram padrões recorrentes que se repetem ao longo das últimas décadas.
Não existe periodicidade fixa: ciclos podem se estender por meses ou anos, conforme ativos e condições econômicas. Por exemplo, os bull markets de ações geralmente duram entre quatro e sete anos, enquanto bear markets tendem a ser mais curtos, porém mais intensos.
No mercado imobiliário, fases podem se estender por até quinze anos, refletindo menor liquidez e ciclos de crédito prolongados.
Investidores bem-sucedidos adaptam sua abordagem conforme a etapa do ciclo:
Na acumulação, o foco está em analisar fundamentos e comprar ativos subvalorizados. Durante o markup, utiliza-se análise técnica e gestão de riscos por meio de ordens de stop-loss.
Na distribuição, recomenda-se realizar lucros e rebalancear portfólio antes da reversão. E na queda, proteger capital e buscar oportunidades em ativos defensivos ou de renda fixa.
Independentemente do perfil (conservador, moderado ou agressivo), a disciplina na gestão de risco é fundamental para evitar decisões emocionais.
Entre 2016 e 2020, o IBOVESPA acumulou valorização superior a 200%, seguido de forte queda durante a pandemia de 2020 e recuperação expressiva em 2021.
Estudos apontam que bull markets globais duram em média seis anos, enquanto bear markets, apesar de mais curtos, podem gerar perdas de até 50%.
No setor imobiliário brasileiro, ciclos de expansão e contração costumam alternar em intervalos de 7 a 12 anos, impactados pelo crédito imobiliário e pela variação da taxa Selic.
Referências