Em um contexto corporativo marcado pela necessidade de decisões ágeis e fundamentadas, a compreensão profunda dos demonstrativos financeiros é indispensável.
O uso combinado da análise vertical e horizontal oferece análises financeiras mais completas, auxiliando gestores a identificar pontos de melhoria e oportunidades de crescimento.
A análise vertical apresenta cada item do relatório como uma proporção do total de um grupo, facilitando a leitura da composição de custos, receitas e lucros.
Por sua vez, a análise horizontal foca na variação de cada item ao longo de períodos distintos, oferecendo um panorama de evolução e tendências.
Cada tipo de análise possui objetivos específicos que, quando combinados, ampliam a capacidade de diagnóstico:
As principais demonstrações financeiras usadas nessas análises são o balanço patrimonial e a demonstração do resultado do exercício (DRE).
Entre as situações onde a combinação dessas técnicas se revela essencial, destacam-se:
Para aplicar corretamente cada análise, são necessárias fórmulas claras e dados organizados.
No cálculo vertical, a base escolhida pode ser o ativo total, no balanço, ou a receita líquida, na DRE. Já na análise horizontal, deve-se registrar as variações absolutas e percentuais entre dois ou mais períodos.
Na análise vertical, percentuais elevados de custos ou despesas podem indicar pressões sobre margens de lucro e necessidade de otimização de processos.
Na análise horizontal, alterações bruscas em contas específicas sugerem investigação imediata para descobrir causas, como aumento atípico de despesas operacionais ou queda de receita.
Embora cada técnica tenha foco distinto, a combinação é fundamental para avaliar estratégias de forma integrada:
Dados inconsistentes, relatórios mal estruturados ou períodos atípicos podem distorcer resultados e levar a conclusões equivocadas. Por isso, é crucial padronizar critérios de contabilização e, sempre que possível, fazer ajustes para eventos não recorrentes.
Isoladamente, cada técnica tem alcance limitado; juntas, conseguem proporcionar uma visão estratégica robusta e detalhada.
Vamos considerar uma empresa fictícia que apresenta os seguintes dados:
2022: Receita líquida de R$ 1.000.000; CMV de R$ 400.000 (40% vertical).
2023: Receita líquida de R$ 1.200.000; CMV de R$ 480.000 (40% vertical; 20% de crescimento horizontal no CMV, alinhado com a receita).
Neste caso, a análise vertical mostra estabilidade na composição de custos, enquanto a horizontal confirma expansão consistente tanto da receita quanto do CMV.
Ao aprofundar-se nesses conceitos, gestores e analistas poderão extrair insights valiosos, antecipar desafios e ajustar estratégias para manter a saúde financeira e o crescimento sustentável das organizações.
Referências