Em um cenário de negócios cada vez mais competitivo, a transparência ativa e responsável tornou-se um diferencial estratégico que reforça a confiança e a reputação das empresas.
A governança corporativa é o sistema pelo qual as organizações são dirigidas, monitoradas e incentivadas. Envolve a relação entre sócios, conselho de administração, diretoria e órgãos de controle.
Baseia-se em princípios, regras, estruturas e processos que visam equilibrar interesses e garantir a sustentabilidade.
Transparência é a prática de compartilhar aberta e proativamente informações relevantes sobre decisões, desempenho e riscos.
É considerada um dos pilares fundamentais da governança, pois:
Além disso, a divulgação transparente é essencial para prestação de contas e combate à corrupção.
Os relatórios financeiros, de gestão e de sustentabilidade (ESG) são meios centrais de prestação de contas e evidenciam o compromisso ético da empresa.
Em corporações de capital aberto, órgãos reguladores como a CVM exigem divulgações periódicas, alinhadas ao IFRS e às diretrizes GRI para relatórios ESG.
Os impactos positivos incluem:
Segundo o IBGC, 90% das grandes empresas brasileiras publicam relatórios de governança anualmente, enquanto menos de 40% das médias e pequenas adotam essa prática.
O arcabouço jurídico brasileiro estabelece obrigações mínimas para garantir a transparência.
Essas normas reforçam a obrigação de divulgação tempestiva de informações sobre estrutura, riscos, desempenho e remuneração.
Adotar padrões internacionais e estruturar processos internos robustos são diferenciais competitivos.
É fundamental ainda manter canais de comunicação com stakeholders e relatórios ESG transparentes e consistentes.
Apesar dos avanços, persistem barreiras que dificultam a uniformização da governança no mercado:
1. As práticas variam muito entre grandes, médias e pequenas empresas, com percepção de burocracia em organizações de menor porte.
2. É necessário equilibrar a divulgação de informações com a preservação de estratégias competitivas, calibrando políticas de disclosure.
3. A credibilidade dos relatórios depende de auditorias independentes; publicações sem verificação robusta podem gerar desconfiança.
Casos práticos ilustram o impacto da transparência bem implementada:
- O relatório de Transparência 2024 da KPMG adotou o SOQM para atender ao ISQM 1, reforçando a confiança do mercado.
- A Copel, alinhada ao Código do IBGC, divulga trimestralmente relatórios de governança e ESG em seu site.
- Publicações de governança pública, como as da Controladoria de Rolândia, detalham políticas, decisões e indicadores ao cidadão.
Empresas do Novo Mercado da B3 apresentam desempenho superior ao Ibovespa, refletindo valorização e liquidez elevadas.
Além dos tópicos centrais, é relevante explorar:
Soft Law e autoregulação: códigos não obrigatórios da ANBIMA e IBGC seguidos por líderes de mercado.
Relatórios ESG na avaliação de investimentos: investidores globais priorizam empresas com divulgação sólida.
Governança no setor público: desafios e boas práticas em autarquias e estatais.
Tecnologia e governança: uso de inteligência artificial e big data para aprimorar controle e transparência.
Promover a transparência dos relatórios é um imperativo que transcende requisitos legais: fortalece a cultura organizacional, atrai investimentos e contribui para a sustentabilidade.
Ao adotar boas práticas, cumprir marcos regulatórios e enfrentar desafios com inovação, as empresas constroem relações de confiança e se destacam em um mercado cada vez mais exigente.
Referências