Investir em ativos digitais é uma jornada que combina inovação, pesquisa e gestão de riscos. Este guia oferece um panorama completo para quem deseja explorar esse universo com segurança e consciência.
Os ativos digitais são representações eletrônicas de valor armazenadas em redes blockchain. Essa tecnologia permite registros distribuídos, imutáveis e transparentes, essenciais para a segurança e audibilidade das transações.
Dentro desse universo, existem diferentes categorias: criptomoedas como Bitcoin e Ethereum; tokens de utilidade e governança; NFTs que certificam propriedade de itens digitais; e ativos do mundo real tokenizados, que transformam ações, imóveis ou títulos em representações digitais líquidas e fracionadas.
Em 2025, o segmento de ativos reais tokenizados (RWAs) movimentou cerca de US$ 66,4 bilhões, revelando a força dessa modalidade. Ao lado desse crescimento, Bitcoin e Ethereum seguem dominando o mercado, acompanhados por Solana e tokens de plataformas de ativos reais como ONDO.
O número de investidores em cripto no Brasil ultrapassou 10 milhões, e globalmente ultrapassou 400 milhões. O volume diário de transações supera bilhões de dólares, refletindo alta adoção corporativa e institucional.
Conhecer as categorias de ativos digitais ajuda a montar uma estratégia diversificada e coerente com seu perfil.
Seguir um processo estruturado minimiza erros e aumenta a segurança.
Uma carteira equilibrada combina ativos digitais e tradicionais. Por exemplo, alocar 40% em Bitcoin, 30% em altcoins, 20% em tokens de RWAs e 10% em renda fixa ou fundos diversificados.
O rebalanceamento periódico, a cada trimestre ou semestres, ajusta a exposição conforme desempenho e tendências de mercado. Esse acompanhamento contínuo é parte de uma gestão estratégica orientada por metas.
O mercado cripto é conhecido pela volatilidade intensa e imprevisível. Oscilações de preço podem chegar a 20% em um único dia.
Além disso, há riscos operacionais como falhas em prestadores de serviço, hackeamentos e fraudes. Utilizar apenas exchanges reguladas e carteiras com autenticação de dois fatores reduz vulnerabilidades.
Os riscos regulatórios também impactam o cenário. Mudanças legais ou proibições podem gerar perdas significativas. Por isso, manter-se atualizado é fundamental.
No Brasil, o Marco Regulatório de Ativos Virtuais (Lei 14.478/2022) e as Resoluções BCB nº 519, 520 e 521 estabelecem regras rígidas para prestadoras de serviços. A partir de 2026, será obrigatório obter autorização do Banco Central para operar, implementar controles de segurança e políticas de compliance.
Esse ambiente legal mais maduro traz maior proteção ao investidor e transparência, aumentando a confiança e atraindo mais participantes para o ecossistema.
A tokenização de ativos do mundo real se consolidará como uma das principais inovações, permitindo acesso a imóveis e títulos caros de forma fracionada e global.
O halving do Bitcoin, previsto para meados de 2024, pode impulsionar valorizações. Espera-se também crescimento de plataformas DeFi e adoção institucional em países latino-americanos.
No Brasil, ganhos de capital acima de R$ 35 mil mensais em vendas de criptoativos são tributados. O investidor deve reportar operações à Receita Federal, seguindo alíquotas que variam de 15% a 22,5% conforme o lucro.
Recomenda-se consultar contador especializado para garantir conformidade e aproveitar eventuais oportunidades de planejamento tributário.
Algumas opções para começar:
Recursos educacionais, como academias de exchanges e blogs especializados, são aliados na jornada de aprendizado.
Blockchain: tecnologia de registros distribuídos.
Criptoativo: representação digital de valor.
Tokenização: processo de criar ativos digitais lastreados.
Staking: travamento de tokens para obter recompensa.
RWA: Real-World Asset tokenizado.
Referências